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IV Oficina Práticas Utópicas (set-nov 2019)

A Oficina Práticas Utópicas tem como objetivo constituir e consolidar, na universidade pública, um espaço de interlocução teórica e política com grupos, coletivos e movimentos sociais. Desenvolvida pela Rede Interdisciplinar de Pesquisadores (FFLCH/USP) desde 2017, em cooperação com o laboratório Sophiapol (Université Paris-Nanterre), a oficina vem acumulando debate e elaboração sobre as transformações, impasses e invenções políticas, vivenciados por estes atores nos últimos anos. Nesta edição, além das sessões com convidados, serão realizados encontros de leitura à luz dos materiais levantados e das discussões registradas pelas oficinas anteriores, colocando em perspectiva tanto os mecanismos e processos sociais de estruturação das diferentes formas de conduta e ação problematizadas até agora, quanto suas dinâmicas conjunturais e os efeitos sobre as respectivas estratégias. Isto é, trata-se de promover uma análise da atualidade neoliberal, examinando os instrumentos metodológicos e os recursos teóricos que permitiriam reconhecer e interpretar diferentes práticas de resistência em sua variação ideológica e heterogeneidade normativa.

Com vistas a uma articulação abrangente, as sessões serão organizadas tematicamente e de acordo com o adensamento conceitual das noções de “experimentação ambiental” e “operador jurídico”. Ao final do ciclo, espera-se que uma legibilidade teórica coletiva seja iniciada e posteriormente aproximada e integrada às discussões da Rede Interdisciplinar de Pesquisadores. Os interessados em participar das reuniões de leitura devem enviar uma mensagem para seminario.neoliberalismo.usp@gmail.com, solicitando acesso aos textos e demais materiais.

Programação

12 de setembro, às 19h (auditório 118)
“Direito e crise da democracia”.
Marcelo Semer (juiz de
direito e ex-presidente da Associação Juízes pela Democracia)

20 de setembro, às 14h (sala 104A)
“As querelas evolucionistas nas origens do neoliberalismo” (reunião de leitura)

26 de setembro, às 19h (auditório 118)
“A disputa pelo direito e a disputa pelo direito à cidade”.
Rafael Negreiros (Núcleo de Habitação e Urbanismo da Defensoria Pública de São Paulo)

10 de outubro, às 19h (auditório 118)
Encarceramento como política pública“.
Mateus Moro (Núcleo de Situação Carcerária da Defensoria Pública de São Paulo)

25 de outubro, às 14h (sala 104A)
Tecnologias da experimentação política(reunião de leitura)

22 de novembro, às 14h (sala 104A)
“Utopias da produção ambiental da sociedade” (reunião de leitura)

 

Local:
Prédio de Ciências Sociais e Filosofia – FFLCH
Av. Prof. Luciano Gualberto, 315, Cidade Universitária





IV OFICINA PRÁTICAS UTÓPICAS (SET-NOV 2019)

A Oficina Práticas Utópicas tem como objetivo constituir e consolidar, na universidade pública, um espaço de interlocução teórica e política com grupos, coletivos e movimentos sociais. Desenvolvida pela Rede Interdisciplinar de Pesquisadores (FFLCH/USP) desde 2017, em cooperação com o laboratório Sophiapol (Université Paris-Nanterre), a oficina vem acumulando debate e elaboração sobre as transformações, impasses e invenções políticas, vivenciados por estes atores nos últimos anos. Nesta edição, além das sessões com convidados, serão realizados encontros de leitura à luz dos materiais levantados e das discussões registradas pelas oficinas anteriores, colocando em perspectiva tanto os mecanismos e processos sociais de estruturação das diferentes formas de conduta e ação problematizadas até agora, quanto suas dinâmicas conjunturais e os efeitos sobre as respectivas estratégias. Isto é, trata-se de promover uma análise da atualidade neoliberal, examinando os instrumentos metodológicos e os recursos teóricos que permitiriam reconhecer e interpretar diferentes práticas de resistência em sua variação ideológica e heterogeneidade normativa.

Seminário internacional Democracia e desigualdade na América Latina (18-19 set 2018)

Com o objetivo de debater a atual situação das democracias latino-americanas, a Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH/USP) promoverá, nos dias 18 e 19 de setembro de 2018, o Seminário internacional Democracia e desigualdade na América Latina.

A conferência de abertura, Anatomia do novo neoliberalismo, do sociólogo Christian Laval (Universidade de Paris Nanterre), tratará da racionalidade política que conforma o intenso e acelerado processo de transformação das democracias europeias. Na segunda noite, a mesa Impasses atuais da América Latina contará com a presença de conferencistas da Argentina, Bolívia, Brasil e México, que debaterão os possíveis cruzamentos entre as conjunturas político-econômicas vividas em cada um dos países.
O Seminário também constitui um ponto de partida para a criação de uma rede internacional de pesquisadores em torno da temática. A exemplo de iniciativas em outros lugares do mundo, a aposta é de que uma interconexão de pesquisadores atentos ao que ocorre nesta fase tão movimentada da história regional e mundial poderá se traduzir em importantes ganhos analíticos. 

Razão estratégica e Teoria social – curso de Pós-graduação (1º Sem/18)

Nilton Ken Ota
FFLCH (USP)/SOPHIAPOL (Univ, Paris Nanterre)

Da prudência maquiaveliana do Príncipe ao Marx do 18 Brumário, a estratégia, problema central na história do pensamento político moderno, não tem merecido atenção, por parte das Ciências Sociais, que reconheça sua importância nas principais correntes da tradição sociológica. Por vias teoricamente distintas, se cristalizou como tópico residual nas mais consagradas interpretações sobre a racionalidade política das últimas décadas, ora enquanto contraponto à fundamentação normativa das democracias liberais, ora como dimensão independente da estruturação das instituições do Estado ou na condição de saber prático das rupturas revolucionárias. Consequentemente, a teoria social incorporou apenas implicitamente, em sua agenda de pesquisa e no corpo conceitual de suas categorias, a gravitação histórica do que poderíamos chamar razão estratégica. Em especial, a sociologia deu contornos inteligíveis e fisionomia científica às dimensões estruturais da reprodução social que, em última instância, ponderariam o valor histórico de sua eficácia. A estratégia seria assim convertida em elemento diacrítico da tradição sociológica e, ao mesmo tempo, em problematização fundadora, retomada a todo momento, consciente ou involuntariamente, pelas correntes contemporâneas do pensamento político.

II Oficina Práticas Utópicas: ABERTURA 03/10/17 (16h), com Pierre DARDOT e Christian LAVAL

O primeiro ciclo da Oficina Práticas Utópicas abarcou um conjunto variado de temas, com participação tanto de representantes de grupos e coletivos de diferentes campos de atuação e reflexão políticas, quanto de pesquisadores que têm acompanhado de perto as novas formas de protesto e contestação sociais, incompreensíveis se mantidos os habituais gabaritos de análise do engajamento militante. O segundo ciclo dará continuidade aos debates do primeiro semestre de 2017. A sessão inaugural apresentará a perspectiva histórica e a atualidade do princípio estratégico do Comum, de acordo com a formulação dada pelos conferencistas convidados, Christian Laval e Pierre Dardot. A Oficina também prevê realização de atividades presencias de discussão nos movimentos sociais.

Programação

  • Emergência e estratégias do Comum (Abertura com Dardot e Laval)
  • Núcleo de Consciência Negra da Universidade de São Paulo
  • Movimento de Moradia da Vila Soma
    Atividade na Vila Soma (Sumaré/SP)

Séminaire International “Repenser la conjoncture en Amérique Latine” (Paris, 2017) – Rede SAGEMM/IRD, Cnam Lise

Conferência de abertura “La financialisation de la politique sociale: le cas du Brésil et ses répercussions” Lena Lavinas (UFRJ)

Table Ronde I “Expériences progressistes en Amérique Latine: entre pratiques militantes et engajement professionnel (Parcours, déplacements et glissements)

Table Ronde II “Marchés, territoires et activités: constructions sociales, sexuelles et raciales des politiques sociales”

Table Ronde III “Conjonctures politiques et échelles d’analyse du social en Amérique Latine”

Table Ronde IV “Subjectivations multiples: entrepreneuriat, inclusion financière, pratiques communautaires et d’acrédittation”

Oficina OBSERVAR OS TEMPOS DO SOCIAL E DA POLÍTICA (17 de abril 2017 – 18:30)

DOCUMENTAÇÃO E COMUNICAÇÃO POPULAR:
A experiência do CPV e dos movimentos sociais atuais

 

ALDO ESCOBAR – Jornalista formado pela ECA/USP e Vice- Presidente do CPV- Centro de Documentação e Pesquisa Vergueiro.

ANA APARECIDA FRABETTI  VALIM ALBERTI – Jornalista e Mestra em Comunicação Social pela UMESP.

PAULA RIBEIRO SALLES – Historiadora licenciada pela UFOP  e Mestra em História Social pela PUC/SP.

Continuar a lerOficina OBSERVAR OS TEMPOS DO SOCIAL E DA POLÍTICA (17 de abril 2017 – 18:30)

Oficina Observar os Tempos do social e da política (1° sem 2017)

No segundo semestre de 2016, a Rede Interdisciplinar de Pesquisadores (FFLCH/USP), o Laboratório Misto Internacional (LMI SAGEMM/IRD) e o Centro de Estudos dos Direitos da Cidadania (Cenedic/USP) promoveram o seminário “Tempos do Social e da Política”, discutindo pesquisas dedicadas à análise das configurações das políticas sociais, de modo a identificar e colocar em debate o enraizamento temporal de seus principais impasses, avanços e interdições.

I Oficina Práticas Utópicas (1° sem 2017)

Iniciativa da Rede Interdisciplinar de Pesquisadores (FFLCH/USP) e do Departamento de Sociologia (FFLCH/USP), em cooperação com o laboratório Sophiapol da Université Paris Nanterre, a Oficina Práticas Utópicas pretende constituir um espaço de pesquisa voltado ao debate sobre as novas formas de organização política, mutuamente significativo para a universidade e os diversos grupos e movimentos sociais. Parte-se, aqui, do princípio de que uma teoria social crítica não pode prescindir do encontro, ainda que conflitivo, com os sujeitos políticos e suas invenções no registro sempre polêmico da gravitação utópica de suas práticas. Por outro lado, pressupõe-se igualmente que um saber ou ação capaz de se afirmar democraticamente coloque seus postulados normativos, seu raciocínio estratégico e suas referências valorativas ao debate e exame aprofundados. Levada a sério esta proposta, certamente não há como prever seus efeitos políticos e tampouco definir suas direções. Trata-se, antes de tudo, de reconhecer e dar consequências consistentes ao conhecimento extraído deste encontro, cujas prerrogativas devem ser descritas e especificadas teoricamente.