II Oficina Práticas Utópicas
31/10 – (19:30)
NÚCLEO DE CONSCIÊNCIA NEGRA NA USP
16/11 – (19:30)
VILA SOMA
LOCAL:
Sala 106 A
Prédio de Filosofia e Ciências Sociais
Av. Prof. Luciano Gualberto, 315
Cidade Universitária
O primeiro ciclo da Oficina Práticas Utópicas abarcou um conjunto variado de temas, com participação tanto de representantes de grupos e coletivos de diferentes campos de atuação e reflexão políticas, quanto de pesquisadores que têm acompanhado de perto as novas formas de protesto e contestação sociais, incompreensíveis se mantidos os habituais gabaritos de análise do engajamento militante. O segundo ciclo dará continuidade aos debates do primeiro semestre de 2017. A sessão inaugural apresentará a perspectiva histórica e a atualidade do princípio estratégico do Comum, de acordo com a formulação dada pelos conferencistas convidados, Christian Laval e Pierre Dardot. A Oficina também prevê realização de atividades presencias de discussão nos movimentos sociais.
Programação
Conferência de abertura “La financialisation de la politique sociale: le cas du Brésil et ses répercussions” Lena Lavinas (UFRJ)
Table Ronde I “Expériences progressistes en Amérique Latine: entre pratiques militantes et engajement professionnel (Parcours, déplacements et glissements)
Table Ronde II “Marchés, territoires et activités: constructions sociales, sexuelles et raciales des politiques sociales”
Table Ronde III “Conjonctures politiques et échelles d’analyse du social en Amérique Latine”
Table Ronde IV “Subjectivations multiples: entrepreneuriat, inclusion financière, pratiques communautaires et d’acrédittation”
ALDO ESCOBAR – Jornalista formado pela ECA/USP e Vice- Presidente do CPV- Centro de Documentação e Pesquisa Vergueiro.
ANA APARECIDA FRABETTI VALIM ALBERTI – Jornalista e Mestra em Comunicação Social pela UMESP.
PAULA RIBEIRO SALLES – Historiadora licenciada pela UFOP e Mestra em História Social pela PUC/SP.
Continuar a lerOficina OBSERVAR OS TEMPOS DO SOCIAL E DA POLÍTICA (17 de abril 2017 – 18:30)
No segundo semestre de 2016, a Rede Interdisciplinar de Pesquisadores (FFLCH/USP), o Laboratório Misto Internacional (LMI SAGEMM/IRD) e o Centro de Estudos dos Direitos da Cidadania (Cenedic/USP) promoveram o seminário “Tempos do Social e da Política”, discutindo pesquisas dedicadas à análise das configurações das políticas sociais, de modo a identificar e colocar em debate o enraizamento temporal de seus principais impasses, avanços e interdições.
Iniciativa da Rede Interdisciplinar de Pesquisadores (FFLCH/USP) e do Departamento de Sociologia (FFLCH/USP), em cooperação com o laboratório Sophiapol da Université Paris Nanterre, a Oficina Práticas Utópicas pretende constituir um espaço de pesquisa voltado ao debate sobre as novas formas de organização política, mutuamente significativo para a universidade e os diversos grupos e movimentos sociais. Parte-se, aqui, do princípio de que uma teoria social crítica não pode prescindir do encontro, ainda que conflitivo, com os sujeitos políticos e suas invenções no registro sempre polêmico da gravitação utópica de suas práticas. Por outro lado, pressupõe-se igualmente que um saber ou ação capaz de se afirmar democraticamente coloque seus postulados normativos, seu raciocínio estratégico e suas referências valorativas ao debate e exame aprofundados. Levada a sério esta proposta, certamente não há como prever seus efeitos políticos e tampouco definir suas direções. Trata-se, antes de tudo, de reconhecer e dar consequências consistentes ao conhecimento extraído deste encontro, cujas prerrogativas devem ser descritas e especificadas teoricamente.
Políticas contra a pobreza no Brasil
Márcia Cunha (Unicamp)
Continuar a lerSeminário Tempos do social e da política (12/12/16)
IV Seminário Neoliberalismo e racionalidade política
04/10
Autonomismo e as novas formas de organização coletiva
Jean Tible – FFLCH/USP
18/10
Polarização política no Brasil e Turquia
Álvaro Comin – FFLCH/USP
01/11
Neoliberalismo, austeridade e sequestro da democracia
André Singer – FFLCH/USP
08/11
Blindagem da Constituição financeira e agonia da Constituição econômica
G. Bercovici e F. Massonetto – FD/USP
Horário: 19:30
Local: Sala 104 A
Universidade de São Paulo -USP
Prédio de Ciências Sociais e Filosofia – FFLCH
Av. Prof. Luciano Gualberto, 315
Coordenação: Márcia Cunha, Isabel Georges e Nilton Ota
Quando o “social”, campo de intervenções para o atendimento e controle de grupos e indivíduos desprovidos de meios para garantia de sua própria subsistência, está no centro de uma investigação sociológica, o tema da mudança é uma constante: novas políticas, discursos, práticas, instituições, categorias, técnicas. A apreensão e discussão do que é novo, bem como de seus efeitos, entretanto, não é algo dado ou trivial. Sua identificação e morfologia requerem a construção de perspectivas de investigação e análise que definam o elo entre o objeto e seu entorno com relação à passagem do tempo. As formas de relacionar o passado e o presente ou as diversas temporalidades inscritas em cenários e objetos específicos constituem o cerne das questões que esta oficina pretende trabalhar. A observação dos tempos do “social” pode constituir também um significativo aporte metodológico para a decifração dos momentos de crise político-institucional.
Coordenação: José César de Magalhães Jr e Tatiana Maranhão
O objetivo desta oficina é investigar a hipótese geral de que, sob variadas formas e por caminhos pouco habituais, manifestações artísticas como criações teatrais, exposições de artes plásticas, mostras, instalações, espetáculos, oficinas e workshops, bem como programas artístico-culturais de formação crítica de público ou acentuada vocação social nas periferias urbanas estão realizando, por mecanismos de incitação à mobilização, à participação ou ao engajamento, com diferentes alcances e desde momentos particulares no desenvolvimento de suas próprias linguagens, uma “culturalização” generalizada da vida e dos conflitos sociais.
Coordenação: André Dal’Bó
O objetivo desta oficina é coletar informações que contribuam para a compreensão dos novos arranjos normativos, entre atores público e privados, nos processos de mineração e de exploração da água em curso atualmente no Brasil.
Para tanto, daremos início às atividades com o levantamento exploratório de dois campos: I) a atuação da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), desde o processo de abertura de capital no ano de 2002, passando pela remodelação das formas de contrato com os poderes públicos executivos municipais (2008), até os atuais arranjos de gestão onde o capital financeiro passou a representar pelo menos um terço do balanço orçamentário anual da Companhia; II) as recentes transformações normativas e institucionais, sobretudo relacionadas ao Projeto de Lei do Novo código de mineração brasileiro (PL 37/11), que hipoteticamente permitirão um novo ciclo de expansão da mineração no Brasil, ampliando a destruição ambiental.
Continuar a lerOficina: A produção neoliberal do espaço (água e minério)
Coordenação: Daniel Andrade
Esta oficina de pesquisa sobre o neoliberalismo propõe analisar a intersecção entre Estado, mercado e subjetividade no Brasil, tendo como foco a chamada “classe C” ou “nova classe média”. O objetivo é pensar qual tipo de sujeito político foi construído pelo discurso sobre a “classe C” e pelos dispositivos de políticas públicas e de estratégias empresariais que surgiram a partir dele. Pretende-se inverter a abordagem predominante no debate intelectual atual, o qual, partindo de definições previamente estabelecidas, questiona se se trata efetivamente de uma classe ou de uma classe média. Ao invés de averiguar a verdade deste discurso em sua adequação com a realidade ou com as teorias sociológicas, busca-se pensar os efeitos que esse discurso produziu ao ser aceito como verdadeiro.
Continuar a lerOficina: Neoliberalismo brasileiro e construção da “classe C” ou “nova classe média”